• 2007

    Recém-formado pela Universidade Vila Velha, Luiz Felipe Coelho inicia suas atividades de advocacia, desejando focar sua atuação em assuntos tributários e empresariais. Menos de dois meses depois, percebendo grande necessidade de se estabelecer em uma sede comercial, funda, juntamente com um sócio (que mais tarde viria a se desligar da sociedade), o escritório “Farias Coelho Advogados”, sediado numa pequena sala comercial no bairro Enseada do Suá, em Vitória/ES.

  • 2008-2009

    Os primeiros anos, desafiadores como em qualquer negócio, acabaram se constituindo em período extremamente rico em experiências e aprendizados. Os sócios puderam, a partir de muito esforço, participar de alguns projetos de grande complexidade e importância na comunidade local, capazes de ampliar os horizontes e ambições profissionais de ambos e ensinar muito a todos que, à época, faziam parte da pequena equipe.

  • 2010-2012

    Com o passar dos anos, alguma maturidade e estrutura foi estabelecida. Sistemas de gestão e controle, metas e políticas foram, aos poucos, sendo desenhados. A equipe, enquanto buscava especialização formal, passava também por treinamentos específicos para se diferenciar: consultorias sobre as mais modernas tecnologias de produtividade, gestão e armazenamento de arquivos, planejamento estratégico, gestão financeira, dentre outros. O escritório também reforçava suas alianças estratégicas com parceiros de áreas complementares, sempre prezando por relacionar-se com profissionais de ponta, geralmente mais experientes.

    Quanto ao desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais, Luiz Felipe, em 2010, ingressou em seu programa de mestrado na área da Contabilidade, na FUCAPE Business School, tendo o concluído em 2012 com excelente desempenho. Neste mesmo período, também realizava trabalhos voluntários junto a ONG de jovens empreendedores ligados ao varejo “CDL Jovem Vitória”, onde chegou a exercer a função de Diretor Jurídico no biênio 2011/12, oportunidade em que acelerou seu desenvolvimento de capacidades comportamentais, conhecimento em negócios e visão sistêmica – a partir da perspectiva do empresário.

    Nesta mesma época, João Paulo Meinicke, então recém-formado pela FDV e desejando dar início ao caminho que planejava para si na advocacia, ingressou no escritório na qualidade de advogado associado. João Paulo rapidamente demonstrou destacada competência nas demandas de cunho contratual, comercial, empresarial e em processo civil. Seus primeiros dois anos no escritório, coincidentes com o período em que cursou sua pós graduação em Processo Civil (também na FDV), foram marcados por um forte desenvolvimento de competências básicas de um advogado completo: traquejo com variadas normas e interpretações, habilidades de redação jurídica, habilidades em audiências, sustentações orais, trato com juízes e outros serventuários, dentre outros. Além disso, também desenvolvia suas competências comportamentais, especialmente ligadas a produtividade, autogestão e relacionamento interpessoal.

  • 2014-2015

    A partir de 2014, o sócio Luiz Felipe, após concluir o mestrado com destacado desempenho, passou a ser convidado a lecionar na FUCAPE Business School, na qualidade de Professor Visitante para as cadeiras de Planejamento Tributário, ICMS e Tributos Municipais junto ao MBA em Gestão Tributária e Sucessória. Em 2015, passou a lecionar também na FGV (Planejamento Tributário – CADEMP), e dois anos mais tarde, também para turmas de mestrado em Contabilidade na FUCAPE.

    Desenvolvendo sua atuação voluntária, em 2014 Luiz Felipe concorreu e foi eleito Presidente da Federação Capixaba de Jovens Empreendedores (FECAJE), função que exerceu no biênio 2015/2016 e na qual, neste período, investiu grande parte de seu tempo.

    A experiência, relatada como “incrivelmente rica” por Luiz Felipe, foi também muito bem aproveitada. A organização, que antes congregava 9 associações de jovens empreendedores do Estado, ao final de 2016 já abrigava 11 entidades, que passaram a se articular de maneira intensa, organizada e sinérgica, tendo desenvolvido, em conjunto, um projeto abrangente para a melhoria do ambiente de negócios capixaba, com metodologia inovadora e que recebeu integral apoio da comunidade local, incluindo autoridades acadêmicas, da sociedade civil, políticas e outras. Este projeto, entitulado “Plano de Desenvolvimento do Ecossistema Empreendedor Capixaba”, foi inclusive reconhecido de maneira distinta pela principal ONG brasileira (e mundial) de defesa ao empreendedorismo, a Endeavor Brasil.

    Após dois anos de muitos projetos, encontros, eventos (inclusive um de expressão internacional, o “YBE”, com presença de jovens empresários de mais de 15 países); poucos meses antes do encerramento da gestão 2015-16, a FECAJE organizou, em conjunto com o Governo do Estado, evento que contou com a presença de mais de 90% dos Prefeitos eleitos do E.S. (para a gestão de 2017-2020), pautando assuntos sobre a melhoria da eficiência da gestão pública e do ambiente de negócios (redução de custos, de burocracias, aumento da entrega de valor por meio de projetos com baixo investimento, parcerias público-privadas, etc.). Isto tudo numa instituição que contava com recursos financeiros limitadíssimos.

    Ainda em 2016, em virtude do relevante sucesso de sua gestão à frente da FECAJE, Luiz Felipe foi convidado a Diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional de Jovens Empresários, a CONAJE, função que exerceu até 2017.

    Quanto ao sócio João Paulo Meinicke, seu ingresso definitivo na sociedade se deu em 2014, fazendo o escritório passar a se chamar “Coelho & Meinicke Advogados”. Até esta data, alguns serviços de destaque já haviam sido prestados pelo escritório, valendo citar:

    – Assessoria jurídica completa para estruturação de um grande complexo imobiliário formado por um shopping center, duas torres comerciais, um hotel e uma torre residencial (flat). O empreendimento era realizado por um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com sede em São Paulo, detentor de recursos de alguns dos maiores Fundos de Investimento do país. O trabalho envolveu diversos desafios jurídicos complexos, ligados a questões imobiliárias, societárias, regulatórias e de mercado de capitais (CVM), além de conhecimentos específicos na indústria de hotelaria.

    – O aumento do número de famílias empresárias que enxergavam no escritório o seu apoio jurídico completo reforçava o ímpeto do escritório de perseguir seu propósito. Em algumas ocasiões, vitórias marcantes na justiça traziam forte sensação de realização. Por exemplo, quando foram anulados alguns injustos redirecionamentos de execuções fiscais que haviam sido feitos contra a pessoa física do empreendedor/fundador. Tais redirecionamentos já haviam causado a penhora de todo o patrimônio familiar deste, construído ao longo de muitas décadas de trabalho duro em atividade comercial, com contribuição de toda a família. Com a liberação de todo os bens penhorados após uma forte batalha judicial que durou alguns anos, todos puderam comemorar.

  • 2015-2016

    O escritório passava a sentir uma crescente necessidade de aumentar seus quadros, para reforçar sua capacidade de entrega de serviços de alta qualidade e também para aumentar suas áreas de atuação, abrigando serviços na esfera trabalhista.

    De seu lado, Pedro Igor Papalino havia se formado na Universidade de Uberaba/MG, concluído sua pós-graduação em Direito e Processo Trabalho pela PUC/MG e retornado ao Espírito Santo para iniciar sua jornada na advocacia.

    Pedro teve o início de sua caminhada também marcada por intensa dedicação e acelerada aprendizagem, tendo atuado em grandes bancas e alcançado, em poucos anos, as competências próprias de um Advogado Pleno. Neste percurso, prestou serviços para bancas de São Paulo/SP, servindo a empresas de porte internacional como a Bauko Máquinas S/A e Accenture do Brasil LTDA, oportunidade em que obteve positivos e reconhecidos resultados. Após reunir sua própria carteira de clientes, Pedro decidiu fundar o escritório AJ Papalino Advogados, cujo escopo principal era desenvolver projetos de mitigação de riscos e encargos trabalhistas para seus clientes.

    Imbuído de alguns dos princípios que o norteiam até hoje, Pedro Papalino conseguia obter resultados a seus clientes de maneira destacada, o que lhe trazia outros clientes via marketing “boca a boca”. Ainda sob o viés do direito do trabalho Pedro Papalino também patrocinava diversas ações que envolviam a responsabilidade da Administração Pública perante suas terceirizadas (no contexto da Lei 8.0666/93 e da Ação Direta de Constitucionalidade no 16), ocasião em que conseguiu inúmeras liminares em face de grandes Petrolíferas, obtendo sucesso no bloqueio de aproximadamente meio milhão de reais antes mesmo da realização da audiência inaugural – o que, naturalmente, é bastante raro.

    Como Pedro Igor Papalino e João Paulo Meinicke coordenavam o setor operacional de seus respectivos escritórios (Coelho & Meinicke, e AJ Papalino), e tendo em vista sua amizade de longa data, ambos passaram a se reunir quase que semanalmente com o objetivo de debater e aperfeiçoar técnicas de gestão, organização pessoal, de equipe, bem como para delinear estratégias em questões de maior complexidade.

    Neste contexto, como um dos pontos de convergência entre ambos os escritórios era a gestão organizacional de processos, prazos e afins, passou a se constituir e aperfeiçoar um método único de organização, cujo alicerce havia sido extraído do método GTD (“getting things done”) do autor David Allen, conhecimento obtido em um dos estudos realizados pelo sócio João Paulo Meinicke. Ambos os escritórios passaram a adotar tais métodos e rotinas, que hoje formam a espinha dorsal da organização operacional do escritório.

    Finalmente, no ano de 2016, os sócios de Coelho & Meinicke Advogados e AJ Papalino articulam a fusão dos escritórios, cuja sinergia era inconfundível. O escritório, desde a fusão, naturalmente intensificou seus trabalhos de melhoria gerencial, e também o fez em relação aos seus serviços. A área de consultoria já estava bastante desenvolvida, liderada pelo sócio Luiz Felipe, que, a esta altura, passava a desenvolver projetos de longo prazo para desenvolvimento de empresas e famílias empresárias, nas áreas de planejamento societário, tributário e sucessório; governança corporativa e estratégica.

    Fruto deste processo de atenção profunda a sua própria identidade, e ainda em 2016, a banca passa a reconhecer com absoluta clareza seu propósito e posicionamento estratégico: ajudar empresas e famílias empresárias em seu desenvolvimento. Este propósito traz valores inafastáveis: tratamento honesto; visão sistêmica, estratégica e de longo prazo; simplicidade e objetividade; profundo compromisso e criação de confiança verdadeira.

    E mais: já que tais serviços de desenvolvimento de (geralmente pequenos e médios) grupos empresariais familiares envolviam a implementação de Conselhos de Administração (ou comitês gestores), o escritório passou a manter-se em acelerada evolução, na medida em que acompanha todo o processo decisório que ocorre em seus clientes, seus traços gerenciais e de liderança, os reais desafios enfrentados e como eles são abordados e discutidos, dentre outros. A experiência de criar e acompanhar Conselhos de Administração realmente é única, extraordinária, especialmente diante de olhos atentos para capturar as entrelinhas, as vontades, os interesses e desafios mais essenciais de cada empresário, cada fundador, herdeiro e outros executivos envolvidos no negócio. Desta experiência passou-se a desenvolver a área de assessoria a famílias empresárias de maneira formal e estruturada, em modelo de “multifamily office”, serviço que atualmente está em franco crescimento no escritório.